Fortaleza de Ollantaytambo y sus andenes

Ollantaytambo

Sítio arqueológico, povoado inca, altitude, como chegar de Cusco, estação de trem e entrada

Conferido com fontes oficiais

O essencial

  • Povoado inca habitado e grande parque arqueológico no fim do Vale Sagrado, com o Templo do Sol de seis monólitos.
  • Fica na província de Urubamba, a cerca de 72 km de Cusco por Chinchero (71,8 km segundo o Mincetur), cerca de 1h45, e a 2.792 m de altitude.
  • Da sua estação sai a maioria dos trens da PeruRail e da Inca Rail para Aguas Calientes, a 1h30 ou 2h.
  • Chega-se por estrada, de colectivo, táxi ou passeio; o serviço bimodal da PeruRail combina ônibus e trem.
  • O parque arqueológico é visitado com o Boleto Turístico de Cusco, integral ou parcial do Vale Sagrado.
  • O parque abre das 7h00 às 16h30, segundo o Mincetur; em frente, as colcas de Pinkuylluna têm entrada gratuita.

Ollantaytambo é um povoado inca e um grande sítio arqueológico no fim do Vale Sagrado, em Cusco (Peru), a 72 km da cidade de Cusco e a 2.792 m de altitude. Sua fortaleza, com o Templo do Sol de seis monólitos, domina um povoado que conserva ruas e canais incas em uso. Além disso, da sua estação sai a maioria dos trens para Machu Picchu.

O que é Ollantaytambo?

São duas coisas que se visitam juntas. De um lado, o Parque Arqueológico de Ollantaytambo: terraços, templos, fontes e depósitos incas na encosta do morro, acima do povoado. Segundo a Andina, o parque abrange cerca de 34.800 hectares com 204 sítios, embora o que o visitante vê seja a zona monumental, de cerca de 18 hectares, administrada pelo Ministério da Cultura. De outro, o povoado: um dos poucos assentamentos de origem inca que continuam habitados, com o seu traçado de quarteirões e canais de irrigação.

Por isso muitos o descrevem como um “povoado inca vivo”. Não é um museu a céu aberto: as pessoas moram, plantam e vendem nas mesmas ruas que foram traçadas há mais de cinco séculos.

Onde fica Ollantaytambo e qual é a altitude?

Ollantaytambo fica na província de Urubamba, no extremo noroeste do Vale Sagrado, onde o vale começa a se estreitar rumo à selva alta e a Machu Picchu. A partir da cidade de Cusco são cerca de 72 km pela estrada de Chinchero e Urubamba (71,8 km segundo a ficha do povoado no inventário turístico do Mincetur, o Ministério de Comércio Exterior e Turismo do Peru), cerca de 1h45.

A altitude de Ollantaytambo é de 2.792 m, cerca de 600 m abaixo de Cusco. É um dos motivos pelos quais tantos viajantes dormem aqui nas primeiras noites: a aclimatação é melhor do que na cidade. Se você acabou de chegar à região, leia o guia do mal de altitude em Cusco.

O sítio arqueológico de Ollantaytambo: o que ver

A visita ao complexo arqueológico de Ollantaytambo sobe por uma grande escadaria entre terraços até a parte alta, onde ficam os templos, e desce pelos setores da água. Segundo a Andina, a maioria dos visitantes fica cerca de duas horas. Estes são os principais setores:

  • Os terraços: os patamares agrícolas que sobem pela encosta e formam a imagem mais conhecida do lugar.
  • O Templo do Sol: no topo, uma muralha de seis monólitos de pedra polida, com 3,32 a 4,20 m de altura, com relevos geométricos. Está voltada para o nascer do sol.
  • Os Dez Nichos: um muro inca com nichos trapezoidais, típico dos recintos cerimoniais.
  • Outros setores: o Inca Watana, a Inca Misana e a zona militar completam o complexo.
  • O Banho da Ñusta e a Fonte Cerimonial: na parte baixa, fontes esculpidas por onde a água continua correndo.
  • As qolqas: depósitos de alimentos construídos nas encostas.

O que mais impressiona é a pedra. Os blocos do Templo do Sol são de riolito rosado e, segundo a Andina, vêm da pedreira de Cachiccata, a cerca de 4 km, na parte alta da outra margem do rio. Trazê-los até aqui, atravessando o rio e subindo a encosta, é um dos grandes enigmas da engenharia inca. No caminho ainda há blocos abandonados, as chamadas “pedras cansadas”.

A ficha do parque no inventário turístico do Mincetur traz mais detalhes do percurso. A escadaria até a parte alta é vencida em 20 a 30 minutos, com os terraços retos e largos à direita, voltados para a praça. Quase no topo fica o recinto dos Dez Nichos, por onde se entra no Templo do Sol, e nos seus monólitos há cruzes escalonadas ou chacanas esculpidas. Lá embaixo, o Banho da Ñusta é a fonte mais conhecida: a água cai o ano todo, na estação seca e na de chuvas, e ela traz o signo escalonado chamado pata pata. Segundo a Andina, é esculpida em uma única pedra.

Dica: suba primeiro até o Templo do Sol, quando você tem mais energia e antes de chegarem os grupos do meio da manhã, e deixe as fontes para a descida. A escadaria é íngreme e sem sombra: leve água e protetor solar.

Horário do parque arqueológico de Ollantaytambo

Segundo a ficha do Mincetur, atualizada em 2024, o parque abre todos os dias do ano, das 7h00 às 16h30. Na entrada há bilheteria, serviço de guias e mirantes. Moradores de Cusco entram de graça apresentando o documento de identidade peruano (DNI). É um dos sítios mais visitados da região: em 2023 recebeu 290.655 visitantes estrangeiros e 253.182 peruanos, segundo dados da Direção Desconcentrada de Cultura (DDC) de Cusco reunidos pelo Mincetur.

O povoado inca de Ollantaytambo

Caminhe sem pressa pelo bairro antigo, ao norte da praça. As ruas são estreitas, com muros de pedra inca na base e canais de água que correm ao lado das calçadas. Muitas casas mantêm a estrutura das canchas incas, recintos com um pátio comum e uma única entrada para a rua.

As canchas e os dois bairros

O riacho Patacancha divide o povoado em dois bairros. Segundo a Andina, Qosqo Ayllu, a leste, tem a praça central, e Araqama Ayllu, a oeste, é a zona do parque arqueológico. As ruas formam 15 quarteirões ou “canchas”. A ficha do povoado no inventário do Mincetur aponta que os dois bairros estão conservados e continuam sendo usados pelos moradores. Também conta que a construção começou com Pachacútec, seguiu com Túpac Inca Yupanqui e Huayna Cápac por cerca de 61 anos e ficou inacabada por causa da guerra civil inca e da chegada dos espanhóis.

Ao sul do povoado se estende uma zona agrícola intangível, ou seja, protegida, de terraços e campos de cultivo, onde fica também o sítio arqueológico de Qellu Raqay.

Pinkuylluna, os depósitos da outra encosta

Em frente à fortaleza, no morro Pinkuylluna, veem-se construções penduradas na montanha. São colcas, depósitos incas: a Andina descreve oito celeiros onde foram encontrados restos de gramíneas e tubérculos. Uma trilha sobe do povoado até eles. É íngreme e estreita, mas a vista do povoado e da fortaleza lá de cima compensa o esforço se você tiver tempo e bom equilíbrio.

A subida é livre: segundo a sua ficha no inventário turístico do Mincetur, Pinkuylluna tem entrada gratuita e não faz parte do Boleto Turístico. Fica a cerca de 300 m do povoado, uns 20 minutos a pé, e o horário registrado é das 7h30 às 16h30. A ficha distingue dois setores. O mais próximo do povoado tem 12 recintos retangulares sobre plataformas; o segundo, três edifícios alongados de dois andares, com janelas e aberturas de ventilação, junto a oito pequenos terraços. No início da subida há ainda antigos postos de vigia, de onde se via quem se aproximava pelo vale.

História de Ollantaytambo

Houve ocupação anterior aos incas, mas o grande complexo atual é inca. A sua transformação é atribuída a Pachacútec, no século XV, como parte das residências reais do vale. O cronista Inca Garcilaso de la Vega o descreveu como um jardim e lugar de recreio. O nome também é associado a Ollantay, o general protagonista do drama quéchua colonial que leva o seu nome.

Ollantaytambo teve um papel decisivo na resistência contra os espanhóis. Em janeiro de 1537, as tropas de Manco Inca venceram aqui as de Hernando Pizarro, uma das poucas derrotas espanholas da conquista. Pouco depois, diante da chegada de reforços, Manco Inca se retirou para Vilcabamba, na selva, onde manteve um Estado inca independente por décadas. Para o contexto, leia o guia de história e cultura inca.

Reconhecimentos recentes

Nos últimos anos, Ollantaytambo somou distinções que explicam a sua fama. Segundo a Andina, a ONU Turismo o escolheu em 2021 entre os “Best Tourism Villages” (melhores vilas turísticas); em 17 de setembro de 2022, o Mincetur o nomeou o primeiro “Pueblo con Encanto” (povoado com encanto) do Peru, e o The New York Times o incluiu entre os seus 52 lugares para visitar em 2025. No inventário turístico do Mincetur, o povoado tem hierarquia 4, a mais alta, que segundo a Andina só onze atrativos turísticos do país compartilham.

Como chegar a Ollantaytambo saindo de Cusco

Chega-se a Ollantaytambo por estrada a partir de Cusco, ou de trem vindo de Machu Picchu. Estas são as opções:

MeioDe ondeTempo aproximadoPara quem
Colectivo ou van compartilhadaPontos do centro de Cusco, sobretudo a rua Pavitos1h45 a 2hViajantes independentes com pouco orçamento
Táxi ou carro particularSeu hotel em Cusco ou o aeroporto1h45Grupos, famílias e quem leva bagagem
Passeio pelo Vale SagradoCusco, com busca no hotelDia inteiroQuem também quer ver Pisac e Chinchero
Serviço bimodal da PeruRailEstação de Wanchaq, em Cusco4h a 4h40 até Machu Picchu, com troca de ônibus para trem em Ollantaytambo ou PacharQuem vai direto para Machu Picchu
Trem de voltaAguas Calientes1h30 a 2hQuem volta de Machu Picchu

Por Chinchero ou por Pisac: distâncias e tempos

Duas estradas asfaltadas ligam Cusco a Ollantaytambo. A de Chinchero e Urubamba cruza o planalto e é a mais direta. A de Pisac desce ao vale e o segue rio abaixo por Calca e Urubamba; é mais longa, mas passa por mais povoados e é a que muitos passeios de um dia usam. Estes são os trechos segundo as fichas do inventário turístico do Mincetur, arredondados. São tempos de direção, sem paradas nem trânsito.

RotaTrechoKm aprox.Tempo na estrada
Por ChincheroCusco → Chinchero30 km35 min
Por ChincheroChinchero → Urubamba21 km20 min
Por ChincheroUrubamba → Ollantaytambo19 km30 min
Por PisacCusco → Pisac32 km48 min
Por PisacPisac → Ollantaytambo, por Calca e Urubamba58 km1h30

No total, são cerca de 70 km por Chinchero e cerca de 90 km por Pisac. Se quiser ver o vale sem repetir estrada, vá por um lado e volte pelo outro, como na rota de um dia do Vale Sagrado.

Ônibus e colectivo de Cusco a Ollantaytambo

Os colectivos e as vans saem quando lotam e vão por Chinchero. Alguns chegam direto a Ollantaytambo e outros terminam em Urubamba, onde se pega outro colectivo para o último trecho. As tarifas e os pontos mudam, então pergunte na sua hospedagem. Leve só a bagagem necessária: o espaço é reduzido.

As fichas do Mincetur tomam como ponto de partida a rua Pavitos para a rota de Chinchero, com 1h30 de viagem até a praça de Ollantaytambo, e a rua Puputi para os veículos que vão a Pisac. Se escolher Pisac, conte com pelo menos uma troca de veículo, em Pisac ou em Urubamba.

Táxi e traslado particular

Um táxi ou um carro com motorista é a opção mais flexível: você pode parar em Chinchero ou nos mirantes do caminho e sair na hora que quiser. Combine o preço e o trajeto antes de entrar, peça o táxi à sua hospedagem ou a uma empresa registrada e evite carros sem identificação que oferecem a viagem na rua. Se for para a estação, peça para descer na avenida Ferrocarril e saia com folga por causa do trânsito nos horários de partida dos trens.

Tem trem de Cusco a Ollantaytambo?

Não é a forma prática de fazer esse trecho. Os trens são pensados para ir a Machu Picchu: a partir de Cusco, a PeruRail oferece trens saindo de Poroy em alguns meses e, no resto do ano, o serviço bimodal, com ônibus até Ollantaytambo ou Pachar e trem a partir de lá. Se você só quer chegar a Ollantaytambo, vá pela estrada.

A estação de trem de Ollantaytambo

A estação ferroviária de Ollantaytambo fica na parte baixa do povoado, ao lado do rio. É o ponto de partida com mais horários para Aguas Calientes, o povoado aos pés de Machu Picchu, com duas empresas: PeruRail e Inca Rail. A viagem dura de 1h30 a 2h.

A estação fica na avenida Ferrocarril, sem número. Segundo o inventário turístico do Mincetur, daqui até Machu Picchu Pueblo, o nome oficial de Aguas Calientes, são 43 km de ferrovia. Vale a pena comprar o bilhete com antecedência, sobretudo na alta temporada. Se você procura uma alternativa mais barata e sem trem a partir daqui, a rota pela Hidrelétrica combina estrada e caminhada.

  • Chegue com antecedência: as duas empresas pedem que você esteja lá pelo menos 30 minutos antes da partida, com passaporte e bilhete.
  • Guarda-volumes da PeruRail: gratuito, na estação de Ollantaytambo, das 4h15 às 21h00.
  • Estação de Pachar: desde 1º de setembro de 2025, alguns horários bimodais fazem a troca de ônibus para trem em Pachar, antes de Ollantaytambo. O seu bilhete indica a estação.
  • Trânsito: a rua de acesso à estação fica congestionada nos horários de partida; se for de táxi, saia com folga.

Horários, classes de trem e bagagem permitida no guia do trem para Machu Picchu. Se você ainda não decidiu como ir, compare todas as opções em como chegar a Machu Picchu.

Entrada de Ollantaytambo

O parque arqueológico não vende entrada avulsa: a visita é feita com o Boleto Turístico de Cusco. Segundo a tabela de tarifas do Cosituc, o parcial do Vale Sagrado, que inclui Ollantaytambo, Pisac, Chinchero e Moray, custa S/ 70 para estrangeiros e S/ 40 para peruanos, e vale 2 dias para estrangeiros. O integral custa S/ 130 e S/ 70, e vale 10 dias.

Importante: o boleto pode ser comprado na bilheteria do próprio sítio, mas a validade começa no dia da compra. Se você vai usar o parcial de 2 dias, compre-o no dia em que começar a percorrer o vale, não na véspera.

O boleto de estudante é para pessoas de 10 a 17 anos com documento de identidade, e de 18 a 25 com carteira de estudante válida ou cartão ISIC, segundo o Cosituc. Por enquanto, ele é comprado pessoalmente, na bilheteria do sítio ou nos escritórios do Cosituc em Cusco, não pela internet. Em agosto de 2026, o Cosituc informou sobre uma nova lei do Boleto Turístico que prevê implantar aos poucos o boleto digital, então confira o site antes de viajar.

O que fazer em Ollantaytambo

  • Subir ao Templo do Sol e percorrer os terraços do parque arqueológico.
  • Ver as fontes e o Banho da Ñusta, na parte baixa.
  • Caminhar pelas ruas incas do bairro antigo, com seus canais de água.
  • Subir aos depósitos de Pinkuylluna para ver o povoado do alto.
  • Pegar o trem para Aguas Calientes e dormir aos pés de Machu Picchu.
  • Começar uma trilha: a Trilha Inca sai do km 82, aqui perto, e a trilha de Lares termina em Ollantaytambo.

Festas de Ollantaytambo

O povoado tem o seu próprio calendário. A festa maior é a do Señor de Choquekillka, padroeiro do distrito, que dura quatro dias em torno de Pentecostes. Como Pentecostes cai sete semanas depois do Domingo de Páscoa, a data muda a cada ano e costuma cair entre maio e junho. Segundo a ficha do Mincetur, participam pelo menos 300 dançarinos em mais de 16 danças, e no último dia a refeição oferecida ao Señor é repartida com todo o povoado. A Andina lembra que a festa é Patrimônio Cultural da Nação desde junho de 2017.

  • Ollantay Raymi, em 29 de junho: a encenação do drama Ollantay no povoado e na fortaleza.
  • Bajada de Reyes, em janeiro, e festa do Niño Melchor de Marcacocha, em fevereiro: festas tradicionais do distrito, segundo o Mincetur.
  • Dança Wallata: própria da bacia do rio Patacancha, é Patrimônio Cultural da Nação desde 2008.

Mais datas de toda a região no calendário de festas de Cusco.

O que ver perto de Ollantaytambo

Se você ficar mais de um dia, o distrito tem outros sítios incas, uma cachoeira e comunidades de tecelões no vale do Patacancha. Os dados de acesso da tabela vêm das fichas do inventário turístico do Mincetur, que registram todos esses lugares como de entrada gratuita. Mesmo assim, pergunte no povoado sobre o estado dos caminhos antes de sair e vá com guia aos sítios mais afastados.

LugarO que éComo chegar a partir do povoado
PumamarkaSítio inca de terraços, recintos e colcas, cercado por uma muralha, a 3.427 m5 km por estrada de terra, cerca de 30 min de carro
Ñaupa IglesiaCavidade na rocha com uma huaca esculpida com chacanas e oito nichos incas6,6 km por estrada asfaltada, cerca de 15 min
Cachoeira de PerolniyocQueda principal de cerca de 35 m, com o sítio inca de Raqaypata no altoDe carro até a comunidade de Socma (40 min) e 3 km a pé (45 min)
Pedreiras de CachiccataAs pedreiras de onde saiu a pedra do Templo do Sol, com peças semitrabalhadas e chullpas (torres funerárias)A pé por caminho de tropeiros, em dois trechos de 9 km (3h) e 7 km (2h30)
PatacanchaComunidade quéchua com associações de tecelãs e turismo vivencial, a 3.821 m16 km por estrada de cascalho, cerca de 33 min
HuillocComunidade quéchua conhecida como “a comunidade dos tecelões”, a 3.525 m19 km por estrada de terra, cerca de 35 min

Pumamarka, “povoado do puma” em quéchua, fica onde se juntam os rios Patacancha e Yuracmayo e controlava a entrada desse vale. O Mincetur registra que o cronista Bernabé Cobo o menciona como uma waka, um lugar sagrado, e que se atribui a ele ter sido o palácio mortuário de Mama Anawarqe, esposa de Pachacútec. Ñaupa Iglesia fica junto ao rio Huarocondo, entre Pachar e Pomatales, e é considerada um lugar onde se observavam os solstícios e equinócios.

No alto, a 3.885 m, há ainda outro Intipunku ou Porta do Sol: um portal inca de cerca de 3 m de altura, ao qual se chega com uma longa caminhada a partir de Socma, de cerca de 4h30 segundo o Mincetur. Não o confunda com o Intipunku de Machu Picchu.

Clima e melhor época para visitar Ollantaytambo

Por ficar no fundo do vale, o clima é mais ameno do que em Cusco. De maio a setembro, na estação seca, o céu é limpo e as noites são frias; de dezembro a março, há pancadas de chuva frequentes e a paisagem fica verde. Abril, outubro e novembro são bons meses intermediários. A Andina informa que o parque recebe mais de 2.000 visitas por dia, e até cerca de 3.700 na alta temporada: se puder, visite-o bem cedo pela manhã ou no fim da tarde. Mais detalhes no clima em Cusco mês a mês.

Dicas para visitar Ollantaytambo

  • Reserve pelo menos meio dia: o parque pede cerca de duas horas e o povoado merece mais um tempo.
  • Durma aqui se for pegar um trem cedo: você evita sair de Cusco de madrugada.
  • Calçado com boa aderência: os degraus incas são altos e podem estar úmidos.
  • Contrate um guia se você gosta de história: há guias na entrada do sítio, e a explicação muda a visita.
  • Combine com o vale: no caminho desde Cusco, você pode parar em Chinchero e em Maras e Moray.

Dica: se você for a Machu Picchu em um trem da manhã, uma boa fórmula é percorrer o Vale Sagrado na véspera, começando por Pisac, e dormir em Ollantaytambo. Assim você vê a fortaleza com a luz da tarde e chega à estação sem pressa.

Ollantaytambo em um dia ou com uma noite

Passeio de um dia saindo de Cusco

  1. Saída cedo por Chinchero: são cerca de 72 km e por volta de 1h45. Se sair às 7h00, você chega antes das 9h00.
  2. Parque arqueológico, cerca de duas horas: suba ao Templo do Sol pela escadaria e desça pelas fontes e pelo Banho da Ñusta.
  3. Almoço e passeio pelas canchas: percorra o bairro antigo, ao norte da praça, com as suas ruas e canais incas.
  4. Pinkuylluna, no início da tarde: cerca de 20 minutos de subida; o horário registrado termina às 16h30.
  5. Volta a Cusco: pela mesma estrada ou por Pisac, para ver o outro lado do vale.

Com uma noite no povoado

É a melhor forma de conhecê-lo com calma. Chegue ao meio-dia, suba a Pinkuylluna à tarde, antes do fechamento, e passeie pelo povoado quando os grupos forem embora. Na manhã seguinte, entre no parque às 7h00, quando abre, e depois desça até a estação para pegar o trem para Machu Picchu, ou suba a Pumamarka ou às comunidades do Patacancha. Se você seguir para Machu Picchu, o guia de dormir em Aguas Calientes ou voltar a Cusco ajuda a decidir onde passar a noite seguinte.

Resumo: Ollantaytambo conforme o seu caso

  • Você está de passagem para Machu Picchu: chegue algumas horas antes do trem e visite a fortaleza.
  • Você quer se aclimatar: durma aqui uma ou duas noites; fica a 2.792 m.
  • Você só tem um dia para o vale: faça o circuito clássico, que termina aqui.
  • Você vai por conta própria saindo de Cusco: a rota de Chinchero, de cerca de 72 km, é a mais direta; o parque abre das 7h00 às 16h30.
  • Você gosta de caminhar: acrescente Pinkuylluna, que tem entrada gratuita, ou comece aqui uma trilha.
  • Você tem dois dias: inclua Pumamarka, a cachoeira de Perolniyoc ou as comunidades tecelãs do Patacancha.

O próximo passo é encaixá-lo nos seus dias: o roteiro em Cusco de 3, 5 e 7 dias mostra como combinar Ollantaytambo com o Vale Sagrado e Machu Picchu.

Perguntas frequentes

Qual é a altitude de Ollantaytambo?

O povoado fica a 2.792 m acima do nível do mar, cerca de 600 m abaixo de Cusco, por isso é um bom lugar para se aclimatar.

Quanto tempo leva de Cusco a Ollantaytambo?

São cerca de 72 km pela estrada de Chinchero e Urubamba (71,8 km segundo o inventário turístico do Mincetur), cerca de 1h45 de carro. De colectivo pode demorar um pouco mais, conforme as paradas.

Como ir de Cusco a Ollantaytambo de ônibus ou colectivo?

Saem colectivos e vans compartilhadas de pontos do centro de Cusco, sobretudo na rua Pavitos. Alguns vão direto e outros terminam em Urubamba, onde se troca de veículo.

Quanto custa a entrada de Ollantaytambo?

Não há entrada avulsa: é preciso o Boleto Turístico de Cusco. O parcial do Vale Sagrado custa S/ 70 para estrangeiros e o integral, S/ 130, segundo o Cosituc.

O que fazer em Ollantaytambo?

Visitar o parque arqueológico e o Templo do Sol, caminhar pelas ruas incas com canais de água, subir aos depósitos de Pinkuylluna e pegar o trem para Machu Picchu.

Onde fica a estação de trem de Ollantaytambo?

Na parte baixa do povoado, ao lado do rio, a pouca distância da praça. De lá saem os trens da PeruRail e da Inca Rail para Aguas Calientes.

Quanto tempo é preciso para ver as ruínas de Ollantaytambo?

Cerca de duas horas para o parque arqueológico. Se você somar o povoado e Pinkuylluna, reserve meio dia.

Que horas abre o parque arqueológico de Ollantaytambo?

Segundo a ficha do inventário turístico do Mincetur, das 7h00 às 16h30, todos os dias do ano. Logo cedo há menos grupos.

É preciso pagar para subir a Pinkuylluna?

Não. Segundo o Mincetur, a entrada é gratuita e não faz parte do Boleto Turístico. Fica a cerca de 300 m do povoado, uns 20 minutos a pé, e o horário registrado é das 7h30 às 16h30.

É melhor ir de Cusco a Ollantaytambo por Chinchero ou por Pisac?

Por Chinchero e Urubamba é mais curto: cerca de 70 km segundo os trechos do Mincetur. Por Pisac são cerca de 90 km, mas você percorre o fundo do Vale Sagrado; muitos passeios vão por um lado e voltam pelo outro.

O que ver perto de Ollantaytambo?

Além de Pinkuylluna, o sítio inca de Pumamarka, a 5 km; Ñaupa Iglesia, a 6,6 km; a cachoeira de Perolniyoc; as pedreiras de Cachiccata e as comunidades tecelãs de Patacancha e Huilloc.

Quando é a festa do Señor de Choquekillka?

Em torno de Pentecostes, entre maio e junho, por isso a data muda a cada ano. Dura quatro dias, com mais de 16 danças, e é Patrimônio Cultural da Nação desde 2017.

Fontes oficiais

Paul Pumalloclla

Como fizemos este guia

Escrito por · 17 anos no turismo

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  3. Sempre atualizado Quando uma regra muda, atualizamos o guia e a data.

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